quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

“A Guerra do Rio”: mentiras e verdades a cerca do combate ao “crime organizado” na cidade do Rio de Janeiro




Para iniciar esse debate, começo chamando a atenção para algo que é essencial em discussões de qualquer natureza: o comprometimento com a coerência, com princípios e com a verdade. E isso cabe ao sociólogo, ao antropólogo, ao cientista político ou qualquer outro ‘intelectual’ que se aventure a discutir questões inerentes, ou não, a sua alçada.

Olhando para o cenário atual, como bem notamos, podemos observar como ‘nossos intelectuais’ tem se comportado diante dos derradeiros acontecimentos notando, inclusive, que existe uma insólita, porém, embasada opinião a respeito desses episódios de violência que ocorreram na cidade, e ele tem nome e sobrenome, Luiz Eduardo Soares.

Sinteticamente falando, a sua tese muito bem fundamentada, é a de que o crescimento da criminalidade na cidade sempre contou com o auxílio luxuoso de segmentos policiais criminosos denominados BANDA PODRE DA POLÍCIA que hoje se tornou verdadeiramente uma ORQUESTRA. Nesse sentido, se é de fato a resolução do problema que nos interessa, afirma, ou equacionamos o problema da corrupção policial no Rio ou nada feito!

Pois bem, o que o nosso amigo não situa, mesmo estando intrínseco em seu discurso, e que pra mim é fundamental para manter o foco na questão – e que se soma a esse quadro complexo no qual chegamos – diz respeito à famigerada “Guerra as Drogas”. Sendo assim, o que pretendo fazer aqui é um esboço daquilo que considero extremamente importante nessa discussão, reiterando, obviamente, a posição corajosa do antropólogo a respeito das falácias transmitidas via meios de comunicação em massa.

Como já escrevi anteriormente em meu blog (http://canaletnografico. blogspot.com/2010 05 01 archive.html) acerca da minha participação na Marcha Global da Marijuana na minha recente passagem pelo Europa, estamos falando de uma questão que é vital para questões de segurança pública, saúde e liberdade individual. Até porque poucos assuntos dão margem a tanta mentira e deturpação.

Mas afinal, quais os verdadeiros motivos por trás da chamada “Guerra as Drogas”? Quais são os seus frutos? A quem interessa esse jogo?

A chamada “GUERRA AS DROGAS” que começou nos EUA por volta de 1930 tornou-se rapidamente um EMPREENDIMENTO GLOBAL. Até essa década era, por exemplo, permitido fumar maconha nos Estados Unidos, mas a mais nova potencia mundial, declara a sua guerra as drogas muito mais motivada por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos que os validassem como meramente pernicioso a saúde.

Ou seja, deve-se muito mais a interesses escusos dos states e sua bem-sucedida estratégia de dominação sobre o planeta, do que qualquer gesto de altruísmo norte americano para com a humanidade. E como todo crime só é crime se for por decreto – ou como afirma nossa Constituição Federal não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal (CF art5º Inciso XXXIX) – à tendência, desde então, foi crescer o proibido e, então, esse consumo do ilícito só fez aumentar na América e no mundo...

No Brasil durante séculos a maconha (palavra de origem Bantu) foi tolerada. Diz-se, inclusive, que era fumada em rituais do candomblé e que teria sido o presidente Vargas quem negociou a retirada da maconha dos terreiros em troca da legalização da religião. Mas, muito além da discussão sobre o uso pessoal seja da substância A ou B, o que se torna necessário diante desse quadro ao qual nos deparamos atualmente é apresentarmos à sociedade argumentos e propostas efetivas de políticas alternativas ao proibicionismo vigente uma vez que sua ilegalidade traz muito mais prejuízos sociais que benefícios.

A adulteração dos produtos, e o perigo que isso implica para a saúde pública dado o elevado número de consumidores, o fomento ao tráfico e seus sócios nas esferas policial e governamental e, principalmente, a criminalização e penalização dos consumidores por uso de substâncias cujos potenciais problemas não são maiores do que o consumo de álcool, tabaco e outras substâncias legais, demonstram que seria muito mais coerente para os contribuintes e para o Estado poder se beneficiar dos impostos arrecadados caso fossem regulamentadas podendo, inclusive, reverter essa receita para o próprio foco da questão: a saúde pública.

Nesse sentido, proibir as drogas transformando um problema médico em um problema policial causa mais danos sociais do que os efeitos das drogas em si, como, no clássico exemplo de violência resultante de sangrentos conflitos entre traficantes, policiais, usuários e, de tabela, a sociedade mais ampla.

Até porque, se alguém soma o que se perde na corrupção governamental e policial e o que se gasta nessa abominável repressão aos crimes de consumo de drogas irá se deparar com a perda de milhares e milhares de vidas humanas e, com isso, com a destruição de lares e famílias.

Logo se vê que pela soma de tais índices gasta-se infinitamente mais em razão da construção de um ‘mal’ que a droga causaria num indivíduo do que qualquer que seja o significado prático do mal que o objeto reprimido causa à sociedade mais ampla invertendo, com isso, a lógica de que a droga enquanto substância em si é a grande destruidora de lares e famílias.

Na verdade, o que se gasta de energia, sangue, vidas e dinheiro para combater aquilo que foi condenado por uma lei calcada em interesses tão escusos não vale nem de longe, a “Guerra Imbecíl” que se propõe combater até a morte, aquilo que, sem dúvida alguma, mata menos sendo regularizada do que a superada repressão feita em nome da vida e da ordem a qual não apenas mata muito e muito, mas CORROMPE ainda mais!

E para quem já viveu ali, olhando de dentro da Polícia, do Estado - como o Ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares – compondo quadros de avaliação do sistema olhando, enfim, a situação por várias perspectivas, sabe que seus tentáculos se esticam aos mais elevados níveis de poder e que, portanto, a história da proibição que hoje, sem se auto-explicar, tornou-se um Máxima Legal, está muito aquém de uma política séria de combate, não as drogas, mas aos malefícios que ela traz que, como dito anteriormente, são muito menores para a sociedade mais ampla do os constantes ataques a vida humana.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Distinções e divergências sobre raças - O Globo

Achei deveras interessante a opnião do amigo aí... pra galera do "partido dos que não tem certeza".

Distinções e divergências sobre raças - O Globo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Feliz Aniversário!

Os "Parabéns" dos meus amigos Peter e Pedro direto da terrinha!
Obrigado pelo carinho.


E agora o "nosso muito obrigado"...

"Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010" (faz de conta*,rs)

Importante mesmo é poder agradecer às pessoas que tornaram possível essa incrível experiência que tive através do intercâmbio na Europa.

Primeiramente, e como não poderia deixar de ser, a minha querida mãe, por tudo. Em seguida, e com uma importância também vital na minha vida, as minhas segundas mães, Maria Niná e Dona Alzira, vocês sabem que são super-especiais em nossas vidas!
Minha companheira Vanessa é tipo assim, uma pessoa maravilhosa, que me apóia e me apoiou desde sempre e cujo amor, respeito e admiração só fez crescer durante todo esse tempo em que estive longe. A ela, agora e sempre, brigadíssimo.

Aos Amigos, Vitin Amaral (obrigado pela consideração, o PC foi de grande ajuda), Maurício Bizarro pela tradução do texto em inglês que também ajudou pacas no desenvolvimento da minha pesquisa na terrinha, a toda a Coluna 03 – Bida, Coyote, Neuder, Gilmar, Bico... – ao meu ‘brother irmão’ B2 ou Victor Peixoto e sua amada Luana pela despedida e por toda a logística de me levar e buscar no aeroporto e muito mais. A minha orientadora e também amiga Marcia Contins, por todo o apoio, e, é claro, a minha amiga Marcele Frossard por tudo aquilo que nos foi possível trocar durante esse tempo.

É graça a cada uma dessas pessoas que pude realizar essa que é a viagem mais marcante e importante da minha vida. Se na vida estamos sempre em busca da verdade, do ser-melhor para si e para os outros – como no mandamento “amar ao próximo como a ti mesmo”, do conhecimento como ferramenta para compreender melhor o mundo e, como conseqüência, nós mesmos, posso afirmar, com toda certeza, que essa viagem converge de maneira precisa para o encontro desses princípios.

A todos vocês, e também àqueles cujo nome não citei, mas cuja participação por mínima que pareça ser é, para mim, sempre e muito significativa,

Muito Obrigado.

* na verdade essa é a data da minha volta, portanto, o dia que eu queria ter escrito essa postagem.

A Última Saga...breve resumo.

"Sexta-feira, 30 de julho de 2010" (faz de conta*,rs).


Depois de Dusseldorf, Neuss, Koln, Wuppertal (todas na Alemanha), Santiago de Compostela e Madrid (Espanha), Amsterdam (Holanda), e as cidades de Braga, Arcos de Valdevez, Coimbra, Lisboa e Sintra cá em Portugal, as últimas viagens que fiz pela zorópa incluem agora as cidades de Barcelona (Espanha), Veneza (Itália), Londres (Inglaterra), Milão (Itália), Paris (França) e Berlim (Alemanha) as quais serão descritas nessa ordem.

Antes de mais, é preciso destacar que fiz essas viagens já com todas as disciplinas concluídas e tendo sido aprovado nas três com notas muito significativas o que me levou a fazê-las também muito confortável. Outra coisa, além dessas cidades serviu de ponte aérea Frankfurt(Alemanha), Glasgow (Escócia) e Madrid (Espanha).

Foram doze vôos no total, o que corresponde a muitas horas de vôo, um resfriado, uma surdez (espero que passageira) e, além das horas de cochilos em aeroporto, experiências maravilhosas. Importante ressaltar que o preço das passagens (inclusive em Reais) foi tranquilíssimo. O segredo? Ryanair e Filosofia mochileiro.com

Segue:

Barcelona (Espanha – ou melhor, Catalunha!)

O encontro com Marcele em Barcelona ocorreu no dia nove de julho e, graças ao meu amigo André consegui um lugar pra ficar por lá. Thiago – amigo do André –nos recebeu em sua casa na tarde desse dia e nos deu a maior assessoria durante os quatro dias que ficamos em sua casa. Mora com um italiano, uma argentina, uma mexicana e a casa contava ainda com mais duas italianas – uma era irmã de um dos donos da casa.
Casa cheia, logo a noite saímos para conhecer um pouco da cidade. A Fonte Mágica é um dos grandes atrativos do distrito de Sants-Montjuic, pertinho donde mora o Thiago (Les Cortes)... aliás, o apê tem uma ótima vista para o Museu de Arte da Catalunha. Construída para a Exposição Universal de 1929 a fonte incorpora o movimento de águas, som e luzes... Simplesmente fantástico... Logo atrás está o Museu de Arte... Sensacional. Fotos, rolézão... de lá direto pro Poble Sec onde tava rolando um festival de filme animado digamos, meio erótico e muito bacana. Depois uma volta pela(s) La(s) Rambla(s) e, casa.

No dia seguinte, sempre na filosofia economizeichon(chon), ovo cozido, biscoito, pepino e algumas frutas, saí e conheci o Estádio do Barcelona – onde fiz questão de comprar um meião pra dar de presente pro meu irmão(Rodrigo), passeio até a Igreja da Sagrada Família, Arco do Triunfo, Barceloneta ( ô prainha boa) e, a noite, com o Thiago e seus amigos um barzinho por lá onde bebi muita Jägermeister.

No dia seguinte, fomos curtir mais algumas das facetas do arquiteto Antoni Gaudí. Além do Templo Expiatório da Sagrada Familía, cuja obra tem previsão de término para 2050, fomos ao Parque Güell, a Casa Milá (não entramos porque pagava caro), e ainda pegamos uma manifestação dos Catalães na pelas ruas de lá...problemas separatistas...
No Domingo, grande final da Copa do Mundo, Espanha VS Holanda... Eu lá... demais! Depois de tomar um bom banho nas águas do mediterrâneo, assisti o jogo comendo uma bela Paella num restaurante beira de praia. O grito de gol quase me deixou rouco, pô, eles mereceram!

De lá direto para Plaza de Espanha, metro lotadíssimo... a praça mais ainda, onde estavam os Catalães???Rs. Depois da vitória todo mundo era espanhol!
Na segunda, praticamente último dia, dei umas voltas pelas bandas do Bairro Gótico. A catedral é muy belapor sinal. Só voltei pra casa a noite e as quatro da manhã tava pegando o buzu pro aeroporto. Thiago, brigado por tudo cara... ter ficado aí com vocês foi muito massa! (gíria pra agradar o paulista,rs)

Destino: Aeroporto de Frankfurt, a primeira de muitas idas para lá...de Frank, só o aeroporto mesmo.

Venezia (Itália)

Não é tanto como nos filmes, mas o clima peculiar de Veneza é realmente sedutor. A ilha encantada dos filmes e livros românticos exalava toda a sua beleza em um dia de muito calor, aliás, dois.

No primeiro tivemos a oportunidade de conhecer duas pessoas muito simpáticas: Gleison e Cristiano. Mineiros, pai e filho também viajavam pela Europa e acabamos por nos conhecermos no trem, indo do continente pra ‘ilha’.

Passamos o dia juntos, andando por quase toda a Veneza – quase mesmo, porque andamos muito pelo mesmo lugar, rs - e mais a noite ainda comemos pizza e bebemos algumas...Importante destacar que tudo só foi possível graças ao “financiamento” do Gleison que, por sinal, gostou muito das discussões que empreendemos durante umas quatro horas naquela mesa de restaurante. De fato foram discussões muito interessantes. De todo modo, é preciso agradecer o “patrocínio”: brigadíssimo Gleison.

Depois de uma noite impossível de calor, com direito a cama-frigideira, no dia seguinte eu já andava por Veneza sem camisa...quente demais. Tivemos mesmo que parar numa sombra e esperar até que o sol baixasse para continuar desbravando a ilha. Até um convite pra jantar de uma senhora brasileira que conhecemos lá rolou, mas infelizmente não se concretizou.

O último ônibus do dia para o aeroporto já tinha partido. Já havíamos feito o check out no Hostel desde cedo e, até se despedir do simpático recepcionista agente já tínhamos feito... mas tivemos mesmo que voltar e pedir para deixarmos nossa bagagem por lá enquanto passávamos a noite na calçada. Equatoriano simpático à beça além de nos permitir isso chegou mesmo a se sensibilizar conosco e nos ofereceu o sofá da recepção – e até seu ventilador – para que tivéssemos uma noite mais agradável. E foi só até as seis da manhã, pois nesse horário estávamos partindo pro aeroporto de Treviso, o próximo vôo (para Frankfurt, é claro) partia as doze e qualquer coisa. De lá, o destino era Londres.

London (England)

Passei boas horas no aeroporto de Frankfurt até seguir para Londres. A entrada em território britânico era, inclusive, algo que nos preocupava. Muitas pessoas afirmavam ser bastante chato entrar na Inglaterra devido as exigências da policia de imigração. Para mim e Marcele não poderia ser já que tínhamos tudo e até mais do que eles poderiam exigir. Visto de residência em Portugal, reserva de hostel e dinheiro suficiente para os três dias que iríamos passar lá. E de fato acabou mesmo sendo tranqüilo passar pelo controle de passaporte e tudo mais...aliás, ainda bem.

O ônibus do aeroporto para o centro de Londres custou 14 pounds pra cada um (ida e volta) e dentro do buzu ainda fizemos amizade com três brasileiros, um casal que mora em Portugal e o tio de um deles que morava em Londres a pouco tempo. Marcele bem que tentou jogar um migué pro tio pra vê se esse descolava um lugar pra gente em sua casa, mas ele disse que realmente não havia. Tudo bem.

Já era noite e soltamos na Liverpool Street, pegamos o underground a alguns metros dali e, por 4 pounds, seguimos para New Cross, donde fica o hostel. A cidade lotada de gente...alias vale ressaltar que são pessoas de todas as partes do mundo, cosmopolita à beça. Só não vi muitos londrinos, de outras nacionalidades tinha um monte. Em vinte minutos chegamos ao hostel que era um pouquinho melhor que o de Veneza. Cansado, foi banho e cama.

Nos dois dias que se seguiram foi andar o máximo possível pela cidade, conhecer tudo que pudesse e o dinheiro desse. O tal do Big Bem e o Palácio de Westminster, a Tower Bridge, a famosa ponte sobre o rio Tâmisa, a Catedral de São Paulo, a London Eye, a roda-gigante de observação que eu só observei porque era caro, as famosas ruas e parques, galerias, museus...enfim, tudo que, de preferência, fosse de graça,rs.
Gostei de Londres, mas não se fosse para morar ou passar grandes temporadas...valeu os três dias, foi redondo.

Paris (França)

De Londres pra Glasgow (Escócia) e depois de algumas horas de cochilos, um almoço (que merece o nome – tinha arroz e frango, já era uma evolução...) enfim Paris. Cidade linda mesmo, lá eu senti um pouco daquela aura que há sobre a cidade... clima bacana. Também era noite quando chegamos e por isso foi apenas um rolé na rua para comer qualquer coisa ( e, sinceramente, não agüentava mais comer qualquer coisa) e depois descansar para, no dia seguinte e no outro, conhecer a cidade.

De manhã Louvre, depois Eifel, depois, Arco do Triunfo, depois ruas e parques, depois, Catedral de Notre Dame, depois...Bom, deu pra andar muito e conhecer boa parte da cidade.

No dia seguinte foi Basílica de Sacré Cœur, Moulin Rouge,Sorbonne etc, até que a noite, novamente Louvre,Torre Eifel e passeio pela cidade...a noite Paris fica ainda mais incrível!

Apesar do calor nos dois primeiros dias que cheguei a cidade, bem no último dia...dia que iríamos passar a noite na rodoviária, esfriou...e muito, muito mesmo. A ponto de eu pegar um belo(feio) resfriado...nunca passei tanto frio em toda minha vida. Dei graças a Deus quando o ônibus que seguiria para o aerporto chegou para buscar-nos as cinco e meia da manhã...não agüentava mais. E foi isso, seguimos para o aeroporto e duas horas depois estávamos embarcando para Milão (ufa, dessa vez não precisava ir para Frankfurt).

Milão (Itália)

Sinceramente Milão não merece muitas linhas, afinal, não tem muitas coisas. Achei um lugarzinho sem graça mas, pelo menos o vôo foi direto e por isso pude descansar o resto do dia no hostel. Isso depois de um belo almoço (Bife com salada) que eu só encontrei por lá, mas a um preço nada módico: dezessete euritos. Mas eu precisava!

Precisamos apenas da metade do dia seguinte para conhecer a cidade. Vejam bem, tirando a Catedral (fantástica), sobrou um parque, um arco lá e uma boa caminhada do centro comercial ao fim do mundo. Ainda bem que no dia seguinte estaríamos partindo para Berlim. Mas não sem antes passar mais um dia em Frankfurt. E lá fomos nós.

Berlim (Alemanha)

Depois de uma noite no aeroporto gelado de Milão e mais um dia inteiro no de Frankfurt o meu resfriado ‘imperava soberano’. Pelo menos o aeroporto era próximo da cidade propriamente dita e bastou um metro (alias dois – integração) para que chegássemos no destino, o tal hostel 36 Rooms. Mas não sem a ajuda de um Búlgaro que falava português (morou em Minas Gerais durante alguns meses) e que percebeu nossa confusão no trem e ofereceu a sua ajuda. Se não fosse a ajuda dele teríamos tido um bucado de trabalho...que língua doida a alemã,rs.

Como sempre chegamos a noite e cansados. Apesar de não ter tempo a perder preferi ir dormir logo, afinal, só teria o dia seguinte para conhecer o máximo possível da cidade. E foi acordar cedo e seguir para essa missão.Primeiro fomos ao cafundó do brejo para ver um pedaço do falecido Muro de Berlim. Fomos até a parte oriental e vimos e tiramos fotos no pedaço do muro.Depois seguimos para o centro e lá percebi que a melhor opção era pegar o buzu que faz um tour pela cidade – lembrando que eu só tinha aquele dia e a cidade é grande pacas.

Custou doze euros pra cada, mas valeu a pena pois me fez poupar perna e conhecer os pontos turísticos mais interessantes.

Depois de conhecer a cidade foi voltar a pé, comer num quiosque um ótimo frango assado e, descansar. Saí do hostel para o aeroporto as 4h 30 min da manhã e, dessa vez sozinho.

Uma mini-saga se instalara: Berlim-Frankfurt (o dia inteiro em Frank), Frankfurt-Madri (a noite inteira em Madri) e, finalmente dia vinte e sete de julho de 2010 as 9h e 30 min chegava no Porto. Feliz, cansado, resfriado e meio surdo do ouvido direito, graças a conjunção resfriado+pressão do avião. Mas enfim, cheguei e muito feliz.

É hora de voltar...

* na verdade essa é a data da minha volta, portanto, o dia que eu queria ter escrito essa postagem.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Amsterdam

Totalmente d+!

Sem mais,